Crise na Raízen Afeta Cosan: Rumo Adia Emissão de R$ 1,5 Bilhão em Meio à Perda de Confiança do Mercado

Impacto no Grupo Cosan

A turbulência financeira que assola a Raízen, gigante do setor de etanol e combustíveis e controlada pela Cosan, começa a reverberar em outras empresas do conglomerado. A recente perda do grau de investimento da Raízen, que a colocou em categoria especulativa, gerou um efeito colateral direto na Rumo, a operadora ferroviária do grupo. Como consequência da deterioração da percepção de risco em torno da Raízen, a Rumo foi forçada a adiar a precificação de uma emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures incentivadas.

Adiamento da Emissão da Rumo

A operação de captação de recursos da Rumo, que estava prevista para ser concluída nesta semana, foi adiada para o dia 20 de fevereiro, após o período de Carnaval. A emissão, coordenada pelos bancos Itaú BBA e BTG Pactual, visa a venda de títulos com vencimentos em 2036 e 2041. Esses papéis estão atrelados às debêntures de referência NTN-B de 2035 e 2040, com taxas de remuneração de 1,12% e 1,05% ao ano abaixo desses títulos, respectivamente.

Perda de Interesse dos Investidores

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal The AgriBiz, a decisão de adiar a emissão ocorreu após investidores que haviam demonstrado interesse nos títulos da Rumo recuarem. O agravamento da crise na Raízen elevou o nível de incerteza e risco percebido em relação ao grupo como um todo, o que levou ao esvaziamento do livro de ofertas.

Contexto e Rebaixamentos da Raízen

O movimento é particularmente notável uma vez que a emissão da Rumo detém o rating máximo na escala local, AAA, concedido pela S&P. Além disso, os títulos se enquadram na categoria de debêntures incentivadas de infraestrutura, um segmento que, historicamente, atrai demanda estável de investidores institucionais. Nas últimas semanas, a Raízen tem sido alvo de rebaixamentos de rating por agências de classificação de risco, e a empresa já anunciou a contratação de assessores financeiros para avaliar alternativas de reestruturação de sua dívida.

Fonte: investnews.com.br

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