Ambev (ABEV3) Dispara Mais de 4% Apesar do Lucro Menor no 4T25; Dividendos e Cenário Macro Impulsionam Ações – Vale a Pena Comprar Agora?
Ambev (ABEV3) Surpreende em Meio a Resultados Mistos no 4T25
A Ambev (ABEV3) registrou um desempenho notável na bolsa nesta quarta-feira (22), com suas ações avançando mais de 4%, mesmo após divulgar um lucro líquido menor no quarto trimestre de 2025. A disparada dos papéis é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo o aumento expressivo no pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), além de um otimismo crescente em relação ao cenário macroeconômico e à indústria de bebidas para 2026.
Lucro em Queda, Mas Dividendos em Alta: O Dilema da Ambev
O resultado financeiro da Ambev no 4T25 apresentou uma retração em diversos segmentos, especialmente no Brasil, onde os volumes de cerveja caíram 2,6% na comparação anual. Essa performance mais fraca foi atribuída a um cenário de consumo ainda desafiador. No entanto, o que chamou a atenção do mercado foi o incremento substancial na distribuição de proventos aos acionistas. A companhia desembolsou R$ 20,4 bilhões em dividendos e JCP em 2025, um salto significativo em relação aos R$ 4 bilhões do ano anterior. Esse aumento na remuneração ao acionista tem sido um dos principais vetores para a atratividade das ações da Ambev.
Análise dos Analistas: Execução Sólida, Mas Volume é a Chave
Analistas do Citi destacaram a execução sólida da companhia, que se manteve dentro das expectativas, mas ressaltaram que a recuperação sustentada dos volumes de cerveja ainda é um fator crucial para uma visão mais construtiva sobre a linha de receita. O banco manteve o preço-alvo em R$ 15, indicando um potencial de desvalorização de 4,88%.
Por outro lado, o BB Investimentos classificou o balanço como fraco, com retração de volumes em quase todos os segmentos. Contudo, a analista Georgia Jorge observou que a alta de 13,5% das ações da ABEV3 nos últimos 30 dias está mais ligada às perspectivas futuras de melhora do cenário macroeconômico e da indústria, além do já mencionado incremento nos dividendos.
O Itaú BBA considerou os resultados do 4T25 como “ligeiramente positivo”, ressaltando o desempenho acima do esperado da operação na América do Sul (LAS) e a contribuição positiva do Cerveja Brasil, que compensaram números mais fracos na América Central e Caribe (CAC) e o aumento das despesas financeiras. O banco manteve o preço-alvo em R$ 14, com potencial de desvalorização de 11,22%.
Perspectivas para 2026: Selic, Eleições e Fluxo Estrangeiro
O suporte ao preço da ação da Ambev, segundo o Itaú BBA, deve se manter, pois os resultados acima do esperado não devem desestimular a entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro. Isso coloca as discussões sobre valuation em segundo plano no momento. A expectativa de queda da taxa Selic e o cenário político pós-eleições em 2026 também são vistos como fatores positivos que podem impulsionar o consumo e, consequentemente, os resultados da companhia. Apesar das divergências nos preços-alvo, o otimismo geral do mercado com a Ambev parece prevalecer, impulsionado pela sua política de proventos e pela expectativa de um ambiente macroeconômico mais favorável.
Fonte: www.seudinheiro.com



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