Vazamento de 5.300 chaves Pix do Agibank: Dados de clientes expostos em meio à ascensão bilionária do dono

Falhas pontuais em sistemas do Agibank levam ao vazamento de dados

O Agibank, banco digital que recentemente viu seu fundador, Marciano Testa, se tornar bilionário com a abertura de capital na Bolsa de Nova York, registrou um incidente de segurança que resultou no vazamento de 5.290 chaves Pix. O Banco Central (BC) informou que o ocorrido, classificado como de “baixo impacto potencial”, se deu por “falhas pontuais em sistemas” da instituição entre 26 de dezembro e 30 de janeiro.

Dados expostos: o que os clientes precisam saber

As informações vazadas são limitadas e não incluem dados sensíveis. Segundo o BC, foram expostos apenas o nome do usuário, CPF (com máscara), a instituição de relacionamento, número da agência, número e tipo da conta. Senhas, saldos financeiros ou informações de transações não foram comprometidos, minimizando o risco de fraudes financeiras diretas.

Notificação aos clientes e medidas do Banco Central

Clientes cujos dados foram expostos serão notificados exclusivamente por meio do aplicativo ou internet banking do Agibank. O Banco Central alerta que nenhuma outra instituição ou órgão governamental utilizará canais alternativos, como SMS, e-mails ou ligações, para comunicação. O BC já iniciou a apuração detalhada do caso e poderá aplicar sanções ao Agibank, que variam de multas à exclusão do sistema de pagamentos.

Agibank afirma que incidente foi corrigido e sem impacto financeiro

Em resposta, o Agibank assegurou que o incidente foi prontamente identificado e corrigido, com a adoção de medidas técnicas e preventivas adicionais. O banco declarou que nenhum cliente sofreu impacto financeiro até o momento e que revisões internas e reforço nos protocolos de monitoramento foram implementados. A instituição não comentou a coincidência do vazamento com o momento do IPO e o crescimento patrimonial de seu fundador.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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