Trump desafia Suprema Corte e promete novas tarifas globais; entenda o impacto para o Brasil

Suprema Corte dos EUA derruba tarifas globais de Trump

A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou nesta sexta-feira (20) as tarifas globais impostas pelo ex-presidente Donald Trump, em uma decisão que afeta dezenas de países, incluindo o Brasil. As tarifas, que variavam de 10% a 50%, foram inicialmente justificadas por Trump como uma medida de emergência contra o tráfico de drogas e, posteriormente, contra o déficit comercial dos EUA. No entanto, taxas específicas sobre setores como aço, alumínio e automotivo, baseadas na Lei de Expansão Comercial de 1962 e alegando segurança nacional, não foram incluídas nesta decisão.

Brasil: ganhos e perdas com a decisão

O Brasil, que chegou a enfrentar tarifas de até 50% sobre produtos importados pelos EUA, como suco de laranja, petróleo e autopeças, pode sentir um alívio imediato. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, considerou a decisão favorável e destacou a postura diplomática do Brasil. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) também vê a medida como positiva, embora ressalte que tarifas sobre o aço, por exemplo, permanecem. Analistas apontam que a decisão pode estimular novas parcerias, especialmente no setor agrícola, e beneficiar empresas exportadoras.

Trump reage e anuncia novas tarifas

Donald Trump classificou a decisão da Suprema Corte como uma “vergonha” e “ridícula”, acusando a corte de sofrer pressão de interesses estrangeiros. Em coletiva de imprensa, o ex-presidente anunciou um “plano B”: um decreto que imporá uma tarifa global de 10% sobre importações, com validade de cinco meses, a ser assinado nos próximos dias. Trump afirmou que buscará outras alternativas para substituir as tarifas derrubadas e gerar receita.

Novas tarifas e acordos comerciais: o que esperar?

A Capital Economics avalia que Trump pode ter uma posição legal mais segura ao propor novas tarifas através de acordos comerciais. A consultoria britânica lembra que a legislação permite ao Executivo lidar com déficits comerciais, mas com restrições, como alíquotas máximas e prazos limitados, além da exigência de tarifas não discriminatórias. A nova proposta de 10% global pode ser uma tentativa de evitar penalizar países como o Reino Unido. A incerteza sobre a aplicação dessas novas medidas e a possibilidade de reversão da decisão judicial mantêm o cenário de instabilidade para o comércio internacional.

Fonte: www.seudinheiro.com

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