Riachuelo (RIAA3) planeja captação de até R$ 400 milhões para expandir lojas; JP Morgan recomenda compra
Expansão Estratégica e Liquidez em Foco
A Lojas Riachuelo (RIAA3) está se preparando para realizar uma oferta subsequente de ações (follow-on) com o objetivo de levantar até R$ 400 milhões. Os recursos serão destinados à expansão de seu parque de lojas e à reforma das unidades existentes, visando aumentar a produtividade por metro quadrado.
O JP Morgan, em análise divulgada, vê a movimentação como positiva e esperada pelo mercado. O banco destaca que o aumento da liquidez das ações da Riachuelo tende a atrair novos investidores. Apesar de os níveis de alavancagem da empresa estarem sob controle, os fundos da oferta deverão mitigar os riscos associados ao plano de expansão e à modernização das lojas.
Analistas do JP Morgan reforçam a recomendação de ‘Overweight’ (equivalente a compra) para RIAA3, projetando um crescimento anual composto (CAGR) de 17% no lucro por ação nos próximos cinco anos, impulsionado por uma sólida execução interna.
Horizonte de Crescimento e Ambição de Lojas
Para 2026, a Riachuelo tem um plano ambicioso de expansão, com a meta de abrir entre 15 e 20 novas lojas. Em 2024, a companhia inaugurou apenas uma unidade em Cascavel (PR), enquanto em 2025, oito novas lojas foram abertas.
O CFO da Riachuelo, Miguel Cafruni, revelou em entrevista ao Money Times que um estudo aprofundado identificou potencial para a abertura de 150 a 200 lojas em todo o Brasil. Essa ambição se estende a longo prazo, como parte da estratégia de transformação da empresa.
Cafruni também enfatizou o foco em otimizar o modelo operacional da fábrica localizada no Rio Grande do Norte e em expandir a atuação da financeira da companhia. O objetivo é consolidar a financeira para além do apoio ao varejo, explorando outros produtos que possam gerar retornos ainda maiores.
Contexto de Mercado e Outras Notícias Relevantes
A notícia da Riachuelo surge em um cenário corporativo movimentado. Outras empresas como Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciaram dividendos e recompra de ações. O Grupo Ultra também estaria considerando a venda da Ipiranga, atraindo o interesse de gigantes globais do petróleo. A Vale (VALE3) anunciou investimentos significativos em cobre e acordos para impulsionar exportações de minério de ferro. No setor aéreo, a Azul (AZUL53) concluiu sua recuperação judicial e descarta fusão com a Gol. A Copasa (CSMG3) emitiu debêntures para avançar em discussões de privatização, enquanto o Banco Pine (PINE4) busca levantar capital via follow-on após forte valorização.
Outras movimentações incluem a possível venda da Compass Gás e Energia pela Cosan (CSAN3), o encerramento de um processo judicial pela Natura (AVON) nos EUA relacionado a talco, e o CEO do Bradesco (BBDC4) defendendo o plano de crescimento do banco. A Braskem (BRKM5) tem sua análise de entrada da IG4 aprofundada pelo Cade, e a CSN (CSNA3) busca se reestruturar com a possível venda da CSN Cimentos. A varejista Americanas (AMER3) segue fechando lojas, enquanto a Embraer (EMBJ3) fortalece sua divisão de defesa com parcerias nos EUA. A Cyrela (CYRE3) realizou um leilão de ações, e a controladora da Gol (GOLL54) atingiu quase a totalidade do capital da aérea. O Banco do Brasil (BBAS3) detalhou pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP), e a CSN (CSNA3) teve seu rating cortado pela Moody’s. O JP Morgan também alertou sobre a WEG (WEGE3) antes dos resultados do 4T25, e o GPA (PCAR3) enfrenta desafios com alto endividamento.
No mercado de criptomoedas, especialistas apontam diferentes perfis de investidores que podem lucrar e ferramentas que buscam retornos expressivos, mesmo em cenários de baixa. A Aura Minerals (AURA33) se destaca em carteira recomendada do BTG. Um especialista sugere que focar apenas no longo prazo pode não ser a melhor estratégia para todos, e projetos como o ‘All In’ oferecem oportunidades de altos retornos.
Fonte: www.seudinheiro.com



Publicar comentário