Mercado Livre (MELI34): Lucratividade em Foco no Balanço do 4T25 com Crescimento Sólido, Mas Custos Elevados
Mercado Livre (MELI34): Lucratividade em Foco no Balanço do 4T25 com Crescimento Sólido, Mas Custos Elevados
Analistas preveem expansão robusta no GMV impulsionada por México e Brasil, mas margem Ebit pode sofrer com investimentos em liderança e custos de frete.
O Mercado Livre (MELI34) se prepara para divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2025, e as expectativas do mercado apontam para um crescimento expressivo no Volume Bruto de Mercadorias (GMV). O Santander estima um avanço de 34% na comparação anual, atingindo US$ 19,2 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho no México, onde o banco projeta um crescimento de 33% nas vendas.
O Bank of America (BofA) também destaca o mercado mexicano, prevendo que o Mercado Livre continue a superar seus concorrentes, mesmo com o forte investimento da Amazon no país. No entanto, na Argentina, o BofA antecipa uma desaceleração no ritmo de crescimento do Mercado Livre. Essa mudança de dinâmica se deve à deterioração da confiança do consumidor argentino, influenciada pela incerteza política e desvalorização da moeda local, o que leva a empresa a priorizar a rentabilidade em detrimento da expansão agressiva para lançar seu cartão de crédito no país.
O Citi, por sua vez, espera que o Mercado Livre supere as expectativas gerais, com o Brasil e o México liderando o crescimento. O banco prevê um salto de 36% no GMV brasileiro e 33% no mexicano, superando o consenso de mercado.
Rentabilidade Sob Pressão: O Custo da Liderança
Apesar do otimismo com o crescimento do GMV, os analistas alertam que a rentabilidade do Mercado Livre pode ser impactada negativamente. O Santander prevê uma retração de 2,65 pontos percentuais na margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) na comparação anual, chegando a 10,9%. O BofA concorda, apontando que o crescimento mais acelerado do marketplace e os maiores investimentos em cupons, branding e marketing de afiliados devem pressionar as margens no Brasil.
O Citi adiciona que o aumento sequencial dos custos sazonais de frete e uma maior participação de vendas diretas ao consumidor (1P) podem resultar em uma margem bruta menor. A pressão sobre o take rate (taxa que a empresa captura sobre o volume transacionado) e um pico histórico nas despesas com marketing, atingindo 11,5% da receita, também são fatores de atenção.
Outras Linhas do Balanço e Mercado Pago
Em relação ao Ebit, o BofA espera um valor praticamente estável na comparação anual, em torno de US$ 823,6 milhões. Efeitos tributários, como a recuperação de cerca de R$ 33 milhões relacionados ao diferencial de alíquota do ICMS (Difal), podem oferecer um alívio pontual.
O lucro por ação (LPA) é projetado em queda de 14,5%, para US$ 10,79, devido a uma base de comparação mais difícil no quarto trimestre de 2024, quando a companhia registrou uma alíquota de imposto excepcionalmente baixa. As estimativas compiladas pela Bloomberg, conforme relatório do BofA, indicam os seguintes números para o MELI34 no 4T25.
No braço financeiro, o Mercado Pago, o Citi projeta um forte crescimento de receitas, acompanhado pela expansão do número de usuários ativos diários. Essa performance deve impulsionar a receita consolidada do trimestre em 44% na comparação anual.
Estimativas Compiladas (Bloomberg via BofA) para o 4T25:
- GMV: US$ 19,2 bilhões (Santander)
- Crescimento GMV Brasil: +36% (Citi)
- Crescimento GMV México: +33% (Citi)
- Margem Ebit: 10,9% (Santander)
- Ebit: US$ 823,6 milhões (BofA)
- Lucro por Ação (LPA): US$ 10,79 (queda de 14,5%)
- Receita Mercado Pago: +44% (Citi)
Fonte: www.seudinheiro.com



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