Missão Artemis II à Lua enfrenta ‘perrengue’ com vaso sanitário: NASA recorre ao Sol para resolver problema inusitado
Problema surge logo no início da viagem espacial
A missão Artemis II, que tem como objetivo levar astronautas em torno da Lua, deparou-se com um desafio inesperado logo no primeiro dia de voo: um problema no vaso sanitário da nave Orion. A especialista de missão Christina Koch, que brincou ser a “encanadora espacial”, precisou intervir com o auxílio do Controle de Missão para restabelecer o funcionamento do equipamento. A falha inicial estava relacionada à bomba do vaso, que necessitava de mais água para ser devidamente escorvada e operar corretamente.
Gelo pode ser o vilão do banheiro espacial
A solução temporária não durou muito, e o vaso voltou a apresentar problemas. Diferentemente da Estação Espacial Internacional (ISS), onde a água residual é reciclada, na Artemis II o esgoto é descartado no espaço. Durante um desses descartes, partículas brilhantes foram vistas cruzando a janela da Orion, conforme registrado pela tripulação. A NASA suspeita que um acúmulo de gelo possa ter bloqueado o bocal de ventilação, interrompendo prematuramente um dos descartes. Por precaução, a tripulação foi instruída a não usar o vaso para urinar, o que gerou preocupação devido ao espaço limitado de armazenamento para a urina, descrito como do tamanho de uma pequena lixeira de escritório.
Alternativas e soluções criativas para a tripulação
Enquanto as evacuações continuavam autorizadas, com os resíduos coletados em bolsas à prova d’água, a urina se tornou um ponto de atenção. Como alternativa, os astronautas dispunham de “Urinóis de Contingência Dobráveis”. O administrador da NASA, Jared Isaacman, admitiu que, apesar dos avanços na exploração espacial, o domínio da capacidade de gerenciar resíduos ainda precisa de aprimoramento. A agência buscou uma solução criativa: posicionou a nave Orion de forma que a saída de ventilação do vaso ficasse exposta ao sol por algumas horas, na esperança de derreter o gelo. Testes de descarte foram realizados, o primeiro indicando fluxo limitado, mas a situação se resolveu no sábado à noite, quando a tripulação recebeu a autorização para o uso completo do vaso sanitário.
Histórico de problemas com banheiros espaciais
Problemas com gelo em banheiros espaciais não são uma novidade para a NASA. Em 1984, a tripulação da missão STS-41-D do ônibus espacial também enfrentou dificuldades com o vaso, tendo que recorrer a bolsas de emergência. Naquela ocasião, um acúmulo de gelo na saída de ventilação foi o culpado. A equipe conseguiu remover o gelo com o braço robótico do ônibus espacial, mas o incidente marcou a missão, forçando o uso das bolsas por grande parte do tempo.
Fonte: investnews.com.br



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