Júri dos EUA considera Live Nation monopolista no mercado de shows e abre caminho para multas bilionárias
Vitória para artistas e consumidores
Um júri dos Estados Unidos determinou que a Live Nation, gigante do entretenimento e dona da Ticketmaster, opera como um monopólio ilegal no mercado de shows. A decisão, considerada uma vitória histórica para artistas, fãs e locais de eventos, pode resultar em multas substanciais e medidas para restabelecer a concorrência. Segundo a acusação, o poder de mercado excessivo da empresa levou a um aumento médio de US$ 1,72 no preço de cada ingresso pago pelo público.
O futuro da Live Nation sob escrutínio judicial
Agora, cabe ao juiz federal Arun Subramanian, que presidiu o julgamento, definir as consequências da condenação. Os estados envolvidos na ação buscam uma indenização de até US$ 700 milhões e consideram a possibilidade de impor punições adicionais com base em leis antitruste estaduais. Uma das medidas mais drásticas defendidas por alguns estados é a exigência de que a Live Nation separe-se de sua subsidiária de venda de ingressos, a Ticketmaster.
Reação da empresa e impacto no mercado
A Live Nation já sinalizou que pretende recorrer da decisão e de quaisquer sanções impostas pelo juiz. “Estamos obviamente desapontados”, declarou Dan Wall, advogado da empresa, após o veredicto, acrescentando que “o jogo está longe de acabar”. No mercado financeiro, a notícia impulsionou as ações de empresas rivais, com StubHub e Vivid Seats registrando altas significativas.
Críticas à atuação do Departamento de Justiça
Especialistas em direito concorrencial apontam que o caso expôs falhas na atuação do Departamento de Justiça dos EUA. Roger Alford, professor de direito concorrencial da Notre Dame Law School, classificou o resultado como uma “vitória enorme para os procuradores-gerais estaduais e um erro histórico do DOJ”, sugerindo que o departamento falhou em liderar a ação antitruste apesar de ter os recursos e o apoio necessários.
Fonte: investnews.com.br



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