Simone Tebet: “Água bateu no nariz” e alerta para ajuste fiscal urgente nas contas públicas

Ajuste fiscal é necessidade urgente, afirma Tebet

A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB-SP), em entrevista exclusiva ao programa Amarelas On Air, da revista Veja, fez um forte alerta sobre a situação das contas públicas do governo. Para ela, o ajuste fiscal é uma necessidade inadiável para conter o rombo financeiro, utilizando a expressão “A água bateu no nariz” para descrever a gravidade do cenário.

“Ou se faz o ajuste fiscal, ou se faz o ajuste fiscal”, enfatizou Tebet, que também defende a implementação de metas de longo prazo para áreas essenciais como educação, saúde e segurança, visando um crescimento econômico “sustentável”.

Proposta de crescimento sem aumento de impostos

Diferentemente de declarações anteriores, quando cogitou adiar o ajuste fiscal para 2027, Tebet agora defende que a estratégia deve focar no crescimento da arrecadação sem a necessidade de elevar impostos. Sua “receita” envolve a aplicação da regra fiscal vigente, onde o governo gastaria no máximo 70% do aumento da receita, destinando o restante para o pagamento da dívida pública.

Revisão de renúncias fiscais como medida central

Uma das propostas centrais de Simone Tebet para alcançar o equilíbrio fiscal é a revisão das renúncias fiscais, que atualmente somam aproximadamente R$ 600 bilhões anuais. Ela sugere um corte de 10% ao ano desses benefícios concedidos a grupos que, segundo ela, não justificam mais tal auxílio. Essa medida geraria uma economia crescente para o Estado.

“Se nós, por exemplo, cortarmos 10% desses gastos tributários ao ano, estamos falando de R$ 60 bi de economia no primeiro ano, R$ 120 bi se cortarmos 10% a mais a cada ano. Estamos falando, em quatro anos, de um aumento da receita sem aumentar impostos, apenas cortando benefícios de grupos que precisavam deles no passado, mas que hoje não se justificam mais”, explicou.

Candidatura ao Senado e descarte de vice

Na mesma entrevista, Simone Tebet descartou a possibilidade de ser vice na chapa de Fernando Haddad em São Paulo. Ela reiterou sua posição de que sua candidatura será ao Senado ou “a nada”, reforçando seu foco em sua própria trajetória política.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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