Axia (AXIA3) Brilha no 1T26: Ex-Eletrobras se Destaca Entre Elétricas em Trimestre Desafiador, Aponta Itaú BBA
Axia Energia se Destaca em Meio a Desafios Setoriais
A Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, emerge como um farol de otimismo na temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026. Segundo análise do Itaú BBA, a companhia deve apresentar o principal destaque positivo entre as empresas do setor elétrico, em um cenário marcado por adversidades.
Os primeiros meses do ano foram impactados por uma conjunção de fatores negativos: retração na demanda por energia, condições hidrológicas menos favoráveis e uma escalada acentuada nos preços de energia. Esse panorama, segundo o banco, deve ser refletido nos balanços das companhias do setor.
Cenário Misto para o Setor Elétrico
Embora a pressão sobre volumes e margens seja uma realidade para muitas empresas, o ambiente de preços elevados abre brechas para ganhos pontuais. Companhias com maior exposição ao mercado livre e portfólios mais flexíveis, como é o caso da Axia Energia, tendem a se beneficiar dessa conjuntura.
“Beneficiada pelo ambiente de preços elevados e pela menor exposição aos efeitos negativos do trimestre, a Axia Energia deve apresentar um desempenho superior aos seus pares”, destacam os analistas do Itaú BBA em seu relatório. A expectativa do banco é de um crescimento de 30,7% na receita anual da Axia, impulsionado justamente por esses fatores. Com isso, a recomendação de compra para o papel é mantida.
Fatores que Pressionaram as Elétricas no 1T26
O Itaú BBA detalha os elementos que pesaram contra o desempenho geral das elétricas. A demanda média no Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou uma queda de 1,4% em relação ao ano anterior, impactando o potencial de crescimento das distribuidoras.
A hidrologia também se mostrou um desafio, com a queda do fator de ajuste de geração (GSF) penalizando geradoras hidrelétricas. Paralelamente, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) atingiu patamares elevados, com média de R$ 308/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e R$ 358/MWh no Sul, além de apresentar alta volatilidade. Esse cenário favorece empresas com maior exposição a preços ou com maior flexibilidade em seus portfólios.
Perspectivas para Outras Empresas do Setor
Para a Alupar (ALUP11), o trimestre é esperado como mais equilibrado, com crescimento sustentado na transmissão e benefícios na geração devido aos preços elevados, apesar de um nível de curtailment relevante.
Entre as distribuidoras, a Energisa (ENGI11) deve apresentar crescimento moderado, enquanto a Equatorial (EQTL3) segue em expansão, embora com a operação de renováveis pressionada. A CPFL Energia (CPFE3) deve sentir mais os impactos negativos, com queda em volumes e pressão na geração eólica.
No segmento de saneamento, a Sabesp (SBSP3) tende a registrar crescimento de receita, mas a recomendação permanece neutra.
Fonte: www.seudinheiro.com



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