Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil começa em 2026: veja quem paga menos e o impacto no bolso
Entenda as Mudanças na Tabela do IRPF
A partir de 2026, uma nova lei de isenção do Imposto de Renda (IR) entrará em vigor, prometendo aliviar o bolso de milhões de brasileiros. A medida, que vale para a declaração de 2027 referente ao ano-base 2026, isenta do pagamento de IR quem recebe até R$ 5 mil por mês. Estima-se que cerca de 10 milhões de contribuintes sejam beneficiados diretamente por essa mudança. Além disso, outros 5 milhões de trabalhadores com rendas entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão direito a descontos progressivos.
Como Funciona o Novo Mecanismo de Cálculo?
Ao contrário do que muitos pensam, a tabela progressiva mensal do Imposto de Renda não foi alterada. O cálculo do IR continua sendo feito pelas faixas, alíquotas e parcelas a deduzir já conhecidas. A grande novidade reside em um “fator redutor” aplicado após o cálculo tradicional. Esse mecanismo funciona como um abatimento direto no imposto devido, e não na renda. Para rendas de até R$ 5 mil, o desconto pode chegar a R$ 312,89, o que é suficiente para zerar completamente o IR mensal. Caso o imposto calculado seja inferior a esse valor, ele simplesmente deixa de ser cobrado.
Impacto nos Diferentes Grupos de Contribuintes
A nova lei divide os contribuintes em três grupos principais:
- Até R$ 5 mil mensais: Quem ganha até R$ 4.500, por exemplo, terá o imposto zerado. Após a aplicação do desconto simplificado (R$ 607,20) e o cálculo pela tabela tradicional (faixa de 22,5%), o imposto calculado seria de R$ 200,39. No entanto, o fator redutor de até R$ 312,89 zera completamente esse valor, resultando em R$ 0 de imposto devido.
- Entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais: Para quem recebe R$ 6.000, o imposto calculado pela tabela tradicional (após o desconto simplificado) é de R$ 574,29. Com a aplicação do redutor parcial previsto para essa faixa de renda, o imposto a pagar é reduzido em R$ 179,75, totalizando um imposto final de R$ 394,54. O valor pago é menor do que seria antes da nova lei.
- Acima de R$ 7,35 mil mensais: Para este grupo, não há mudanças significativas. O cálculo segue o modelo tradicional, com a aplicação do desconto simplificado e da tabela progressiva, sem o benefício do fator redutor. O imposto apurado é pago integralmente.
Efeitos Econômicos e Arrecadação
A redução da tributação para rendas mais baixas tem o potencial de liberar recursos para o consumo, impulsionando setores como serviços e comércio. Contudo, especialistas alertam para o risco de uma redução na base de contribuintes e, consequentemente, na arrecadação total do governo. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta uma perda anual entre R$ 27 e R$ 32 bilhões, superando a estimativa de R$ 25 bilhões do governo. Em contrapartida, a cobrança de IRPF sobre a distribuição de lucros e dividendos acima de R$ 600 mil por ano, instituída recentemente, pode afetar a atratividade para investidores e a competitividade do país. A proposta, embora busque justiça tributária, exige cautela na implementação para evitar efeitos fiscais adversos.



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