Ação Jalles (JALL3): Por que o Itaú BBA aposta em alta de 36% em meio a desafios do setor de açúcar e etanol?
Jalles (JALL3) se destaca em setor desafiador
Mesmo com o cenário adverso para o setor sucroenergético, o Itaú BBA recomenda a compra de ações da Jalles (JALL3), com um potencial de valorização de 36%. A aposta se baseia em três pilares fundamentais: diversificação de receitas, eficiência operacional e a recuperação esperada em unidades estratégicas.
Diversificação como trunfo
A Jalles se diferencia de concorrentes como Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3) por sua estratégia de diversificação. Atualmente, cerca de 23% de sua receita consolidada provém de produtos de maior valor agregado, como açúcar e etanol orgânicos, além de créditos de carbono. Essa composição reduz a dependência dos ciclos de commodities tradicionais, que ainda representam a maior parte do faturamento com açúcar cristal (30%), etanol hidratado (35%), etanol anidro (10%) e açúcar bruto (3%).
Eficiência e mitigação de riscos
A produtividade acima da média do setor é outro ponto forte da Jalles. Nos últimos cinco anos, a companhia manteve um índice de produtividade (TCH) superior à média do Centro-Sul, impulsionado pela localização estratégica e pelo uso intensivo de irrigação. Cerca de 60% das áreas de cana em Goiás já contam com esse sistema, com planos de expansão em Minas Gerais. Essa prática ajuda a mitigar riscos climáticos, aumentando a previsibilidade da operação.
Aposta na recuperação da unidade de Santa Vitória
O cluster de Santa Vitória é visto pelo Itaú BBA como um motor de crescimento futuro. Apesar de ter enfrentado desafios de produtividade desde a aquisição, a administração da Jalles tem trabalhado para otimizar a operação. O banco acredita que a melhoria gradual da eficiência e produtividade nesta unidade transformará o perfil de resultados da empresa, consolidando-se como um dos principais impulsionadores da tese de investimento nos próximos anos.
Fonte: www.seudinheiro.com



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