Aura Minerals dobra lucro operacional com novas minas de ouro e aposta em alta do metal
Aura Minerals projeta crescimento ambicioso com novas operações de ouro
A Aura Minerals, mineradora com sede no Canadá e acionistas brasileiros, anunciou planos audaciosos para dobrar seu lucro operacional em 2026. O impulsionador principal dessa estratégia é o início da operação de duas novas minas no Brasil: Borborema, no Rio Grande do Norte, e MSG, em Goiás. A empresa já encerrou 2025 com resultados operacionais recordes, beneficiada pela alta expressiva na cotação do ouro.
Novas minas e metas de produção
A mina de Borborema, em Currais Novos (RN), iniciou suas atividades em setembro do ano passado, produzindo 488 quilos de ouro entre outubro e dezembro. Para 2026, a expectativa é extrair até 2,4 toneladas. Já a mina subterrânea MSG, adquirida em dezembro de 2025 da sul-africana AngloGold Ashanti em Crixás (GO), passará por reestruturação em 2026 com a meta de produzir 1,86 tonelada. Nos anos seguintes, a produção da MSG deve superar 2,5 toneladas anuais. O CEO Rodrigo Barbosa destacou que o foco atual na MSG é prepará-la para uma produção futura acima de 80 mil onças (2,5 toneladas) por ano.
Expansão e investimentos em infraestrutura
Além das novas minas, a Aura Minerals está ampliando a capacidade de sua unidade em Almas (TO). A meta é mais que dobrar o volume de minério processado anualmente, de 1,3 milhão para 3 milhões de toneladas de rocha até o início de 2027. Se a concentração de ouro se mantiver, isso pode elevar a produção local de 500 quilos para 1,1 tonelada por ano. Esses projetos implicarão um aumento nos custos operacionais em 2026, com gastos estimados entre US$ 262 e US$ 1.107 a mais por onça de ouro em relação a 2025. Cerca de 70% a 80% desse aumento está associado à incorporação da mina MSG. Os investimentos em manutenção e infraestrutura também devem crescer entre US$ 15 milhões e US$ 70 milhões, com a maior parte direcionada à nova aquisição.
Desempenho financeiro e cotação do ouro
A empresa aposta na manutenção de preços elevados do ouro para compensar o aumento de custos. A Aura estima que, com a cotação do metal em patamares altos, poderá dobrar o lucro operacional (Ebitda) pelo segundo ano consecutivo, atingindo cerca de US$ 1,1 bilhão. Em 2025, a Aura Minerals produziu 8,7 toneladas de ouro, um aumento de 5% em relação a 2024, e faturou US$ 921,7 milhões, alta de 55%. O Ebitda ajustado mais que dobrou, chegando a US$ 547,8 milhões no ano. A cotação média do ouro em 2025 foi de US$ 3.446 por onça, refletindo a busca por proteção em cenários de incertezas geopolíticas e tarifas, além da compra contínua por bancos centrais.
Abertura de capital e projeções futuras
A Aura Minerals também celebrou a abertura de capital na Nasdaq, em Nova York, em julho do ano passado, captando cerca de US$ 200 milhões. Essa movimentação ampliou significativamente a liquidez das ações, com negociações diárias saltando de US$ 1-2 milhões para US$ 100 milhões. A empresa foi incluída em 58 ETFs e tem a possibilidade de ingressar no GDX, um dos principais índices de mineradoras de ouro globais, entre o terceiro e quarto trimestre de 2026.
Fonte: investnews.com.br



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