China em 2026: De soberania em IA à taxação de preservativos para impulsionar natalidade
Economia e Imóveis sob os Holofotes
O próximo plano quinquenal da China, com vigência prevista a partir de 2026, coloca a estabilidade econômica e a segurança nacional como pilares centrais. Um dos focos principais é o setor imobiliário, que tem enfrentado um declínio persistente desde meados de 2021. As autoridades chinesas planejam uma “implementação vigorosa da renovação urbana”, buscando estabilizar o mercado, mitigar riscos e aumentar a oferta de moradias acessíveis. A preocupação é latente, visto que cerca de 70% da riqueza familiar na China está atrelada ao setor imobiliário.
O Papel do Banco Central Chinês
O Banco Popular da China (PBoC) sinaliza que o sistema financeiro intensificará seu foco na prevenção de riscos. As prioridades incluem o fortalecimento do arcabouço macroprudencial e uma maior coordenação entre as políticas monetária, fiscal e regulatória. O PBoC reafirma o compromisso com a estabilidade do crescimento econômico e a recuperação gradual dos preços, mantendo condições de liquidez favoráveis e custos de financiamento baixos para apoiar a economia real. No mercado de câmbio, a flexibilidade do iuan será mantida, com o banco central atuando para evitar movimentos excessivos e preservar a estabilidade da moeda.
Medidas Inusitadas para Combater a Queda da Natalidade
Em uma jogada que gerou surpresa, a China anunciou medidas pouco ortodoxas para reverter a queda na taxa de natalidade, que tem registrado declínio por três anos consecutivos. A partir de janeiro de 2026, o governo imporá taxas de até 13% sobre anticoncepcionais, incluindo preservativos, dispositivos e medicamentos. Paralelamente, foram lançadas iniciativas para baratear serviços de cuidados infantis, como creches e jardins de infância, visando incentivar os casais a terem mais filhos. A iniciativa reflete o temor do governo chinês em enfrentar desafios demográficos semelhantes aos do Japão e da Coreia do Sul, com o envelhecimento da população.
Desafios Demográficos e Perspectivas Futuras
A China, atualmente um dos países mais populosos do mundo com 1,4 bilhão de habitantes, projeta uma queda para 1,25 bilhão em 2050, segundo dados do Banco Mundial. As novas políticas visam mitigar os impactos econômicos decorrentes dessa tendência, como a redução da força de trabalho e o aumento da pressão sobre os sistemas de previdência e saúde. As ações anunciadas, embora incomuns, demonstram a determinação do governo em abordar proativamente as questões demográficas que podem moldar o futuro do país.



Publicar comentário