Clientes da Fictor se unem em associação para recuperar R$ 4 bilhões após recuperação judicial
Nova Associação Busca Transparência e Pagamento Integral
Após o pedido de recuperação judicial do grupo Fictor, clientes que investiram um montante estimado em R$ 4 bilhões organizaram uma associação para defender seus interesses e buscar a recuperação integral dos valores. A Fictor, que captava recursos e estruturava Sociedades em Conta de Participação (SCP) com promessas de rentabilidade de até 2% ao mês, teria enfrentado uma crise de liquidez que afetou o pagamento de dividendos aos sócios. A conversão forçada dos investidores em credores, segundo o advogado Otávio Barbuio, presidente da nova associação, reduziu o poder de reação individual e concentrou os conflitos dentro do processo judicial.
Questionamentos Sobre a Gestão e Recuperação Judicial
A associação levanta dúvidas sobre a estrutura societária da Fictor, a dimensão real de seu passivo e o possível uso da recuperação judicial como um mecanismo de blindagem patrimonial. A empresa, por sua vez, informou que pretende pagar as dívidas sem descontos, com um prazo de até cinco anos. A expectativa é que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) defira o pedido de recuperação judicial em breve, desde que o processo siga o curso planejado.
Bloqueio Judicial e Expansão no Setor de Pagamentos
Na semana passada, o TJ-SP determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor. A decisão visa preservar uma garantia em dinheiro relacionada a uma operação de cartões de crédito empresariais com a Orbitall. O grupo Fictor tem se expandido no setor de pagamentos com a Fictor Pay, que iniciou como subadquirente e lançou um cartão de crédito com a bandeira American Express para pessoas jurídicas, chegando a movimentar R$ 200 milhões por mês. A Fictor Pay opera em nove estados e já movimentou R$ 2,2 bilhões em seus terminais.
Contexto e Próximos Passos
O pedido de recuperação judicial surge em um momento de incertezas para o mercado financeiro, com outros casos de instituições sob investigação. A reestruturação da Fictor estaria ligada a um pedido de um investidor internacional, o Royal Capital, que também participaria da compra do Banco Master. A formação da associação de credores representa um movimento significativo dos clientes em busca de maior controle e transparência no processo de recuperação dos seus investimentos.
Fonte: www.seudinheiro.com



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