CSN (CSNA3) estuda vender até 100% da divisão de cimento e busca destravar valor para abater dívidas

CSN Sonda Venda Completa de Negócio de Cimento para Reduzir Endividamento

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está explorando a venda de até 100% de sua divisão de cimento, em uma estratégia ambiciosa para reduzir seu endividamento. Apesar do potencial promissor, o mercado demonstra ceticismo, lembrando de tentativas anteriores da empresa em desinvestir para sanar suas finanças. A principal preocupação reside no timing e na capacidade de encontrar compradores dispostos a pagar preços adequados pelos ativos.

Cimento como Principal Motor de Desalavancagem

A divisão de cimento é vista pelo mercado como o ativo mais viável para uma venda rápida e que poderia gerar um caixa significativo para a CSN. Com sete plantas integradas, seis moinhos e uma extensa rede de distribuição, a CSN Cimentos opera de forma independente e possui um balanço saudável. Especialistas estimam que a venda desta divisão poderia injetar entre R$ 10 bilhões e R$ 18 bilhões, reduzindo o endividamento da companhia em até duas vezes o múltiplo do Ebitda.

Pacote de Infraestrutura: Monetização Complexa

A monetização dos negócios de infraestrutura da CSN, que incluem portos, ferrovias e logística, apresenta um desafio maior devido à interconexão entre esses ativos e com as demais divisões da empresa. A CSN prefere vender participações minoritárias nesses sete negócios para manter a sinergia estratégica. A expectativa é de alienar uma fatia do cluster do Sudeste ainda este ano e do Nordeste em 2025.

CSN Mineração Continua Sendo Pilar de Crescimento

Em contrapartida, a CSN Mineração (CMIN3) é projetada para ser o principal motor de crescimento da holding. Como a sétima maior exportadora de minério de ferro do mundo e com vastas reservas, a divisão mantém margens Ebitda robustas, impulsionadas pela eficiência operacional e um portfólio focado em produtos de alta qualidade.

Agência de Risco Rebaixa Rating da CSN

A S&P Global rebaixou o rating de crédito da CSN de ‘BB-‘ para ‘B+’, citando os riscos na execução do plano de redução de alavancagem. A agência projeta um endividamento ajustado acima de 5,0 vezes em 2026, caso as vendas de ativos não se concretizem conforme o planejado, e mantém uma perspectiva negativa, indicando um risco de novos rebaixamentos.

Fonte: www.seudinheiro.com

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