Deputado do PL aciona PGR e pede prisão preventiva de “Lulinha” por envolvimento na “Farra do INSS”

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou nesta quarta-feira (25) um ofício na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a decretação de prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”. O pedido se baseia em investigações relacionadas ao escândalo da “Farra do INSS”, onde o filho do presidente teria sido citado em acordos de delação premiada.

### Fundamentação do Pedido

No documento endereçado ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, Sanderson fundamenta sua solicitação em relatos que indicam que ex-dirigentes do INSS, investigados na operação, firmaram acordos de colaboração premiada. Segundo o deputado, essas delações apontam para uma articulação político-empresarial destinada a viabilizar descontos indevidos nos benefícios de aposentados. O parlamentar alega que as colaborações premiadas sugerem a participação direta ou indireta de “Lulinha” no esquema, incluindo possível recebimento de vantagens indevidas.

### Investigação e Medidas Cautelares

O pedido do deputado se baseia em reportagens que noticiaram a celebração das colaborações premiadas e o suposto vínculo de “Lulinha” com o esquema. Sanderson solicita que o Ministério Público Federal aprofunde as investigações e avalie a presença dos requisitos legais para a decretação da prisão preventiva, conforme o Artigo 312 do Código de Processo Penal. Caso a prisão não seja decretada, o deputado sugere medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico, proibição de contato com outros investigados e suspensão de atividades empresariais.

### Defesa de “Lulinha” Rejeita Alegações

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva emitiu uma nota classificando as informações sobre o seu envolvimento na “Farra do INSS” como “factóides”. A defesa afirma que “Lulinha” não tem relação com as fraudes, não participou de desvios e não recebeu valores do esquema. Além disso, a nota ressalta que as negociações de acordos de delação são sigilosas, tornando a existência e o conteúdo dessas delações, conforme noticiados, inverificáveis. A defesa também declarou ter solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à investigação para se pronunciar com base em fatos e provas, e não em conjecturas.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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