Fundos do Banco Master Usaram Imóveis de Ronaldinho Gaúcho de Lastro em Esquema de Pirâmide Financeira

Investigação Federal Atinge Ídolo do Futebol

O nome de Ronaldinho Gaúcho surgiu no centro de uma investigação que apura um esquema financeiro envolvendo o Banco Master e a corretora Reag. De acordo com reportagens, fundos geridos por essas instituições teriam utilizado dois terrenos de propriedade do ex-jogador, localizados em Porto Alegre e avaliados em R$ 330 milhões, como lastro para a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). A defesa de Ronaldinho Gaúcho alega que o craque desconhecia a operação e que os imóveis não possuíam condições para tal empreendimento.

O Mecanismo dos CRIs e a Suspeita de Fraude

O Ministério Público Federal (MPF) e o Banco Central (BC) identificaram um padrão preocupante: os CRIs emitidos com base nos terrenos de Ronaldinho supostamente deveriam ser lastreados em aluguéis futuros. No entanto, as investigações apontam que os negócios imobiliários que dariam origem a esses recebíveis nunca saíram do papel. O dinheiro captado através desses títulos irrigava outros fundos do Banco Master, que era o único cotista. O fundo em questão, chamado City 02, funcionaria em um modelo onde investidores aplicariam recursos em troca de juros sobre os papéis lastreados em financiamentos imobiliários que, na prática, não existiam.

Defesa de Ronaldinho e Negativas dos Envolvidos

Os advogados de Ronaldinho Gaúcho afirmam que o ex-jogador não tinha conhecimento da utilização de seus terrenos para a emissão dos CRIs. Segundo a defesa, os imóveis sequer poderiam servir a empreendimentos imobiliários devido à falta de licenças ambientais e pendências no pagamento de IPTU. Embora o craque tenha se reunido com potenciais interessados no negócio, as conversas teriam permanecido em estágio preliminar. Os sócios do empreendimento original também negaram saber da emissão dos CRIs.

Pirâmide Financeira e Intervenção do Banco Central

A investigação apura a existência de uma possível pirâmide financeira, onde os CRIs fictícios, estimados em R$ 1 bilhão, serviriam apenas como lastro para a emissão contínua de novos fundos, criando uma falsa sensação de solidez financeira. Em decorrência das irregularidades, o Banco Central interveio tanto no Banco Master quanto na corretora Reag. Os responsáveis pelas instituições são alvo de investigação da Polícia Federal por fraude financeira. O dono do Master, Daniel Vorcaro, terá seu depoimento previsto para a CPMI do INSS após o Carnaval.

Outros Rolês Aleatórios do “Bruxo”

Este episódio se soma a uma série de eventos inusitados na vida pública de Ronaldinho Gaúcho. O ex-jogador já foi preso no Paraguai por uso de passaporte falso, participou de jogos de futsal na prisão, desfilou na Paris Fashion Week, atuou em filmes ao lado de estrelas de Hollywood e apareceu em campanhas publicitárias vestindo trajes de Jedi. Ele também já tocou o sino da Bolsa de Valores de Nova York e fez participação em um reality show turco.

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

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