Galípolo Mantém Meta de Inflação em 3% e Discorda do PT: ‘Está em Linha com Outros Países’
Meta de Inflação em Foco: Galípolo Reafirma 3% e Contrapõe PT
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se posicionou firmemente a favor da manutenção da meta de inflação em 3% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. A declaração surge em um momento de debate interno, com o Partido dos Trabalhadores (PT) defendendo uma revisão do modelo atual para “compatibilizar” a meta com outros objetivos econômicos do país, como crescimento e geração de empregos.
Alinhamento Internacional e Críticas aos Juros Elevados
Galípolo ecoou declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao afirmar que a meta de 3% está alinhada com o cenário internacional. Segundo o presidente do BC, a definição do modelo levou em consideração comparações com economias desenvolvidas e emergentes, posicionando o Brasil em conformidade com seus pares. Ele também aproveitou para questionar a persistência de altas taxas de juros no país, mesmo diante da meta estabelecida. “Aquela pergunta, ‘por que temos taxas de juros elevadas quando comparadas com outros países’, acho que é isso coloca metade da pergunta. [A pergunta é] por que, mesmo com taxas elevadas, temos dificuldades para conseguir convergência para meta e [temos] economia tão resiliente para uma taxa de juros tão elevada”, declarou Galípolo em um evento do BTG Pactual.
O Que Diz o PT e a Resposta de Haddad
Em uma resolução celebrando seus 46 anos, o PT argumentou que “é necessário revisar a meta de inflação, compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade, fortalecimento do investimento público e ampliação das políticas sociais”. Fernando Haddad, que indicou Galípolo para a presidência do BC, reconheceu a existência de divergências dentro do campo político e classificou o debate como legítimo. Contudo, o ministro ressaltou a importância de considerar as variáveis econômicas de forma integrada para evitar “disfuncionalidades” na condução da política econômica.
Mudança no Modelo de Metas da Inflação
A discussão sobre a meta de inflação ganha relevância com a aprovação de uma mudança no modelo e no cálculo da inflação, que entrará em vigor a partir de 2025. Essa definição é responsabilidade do Conselho Monetário Nacional (CMN), composto por Gabriel Galípolo, Fernando Haddad e a ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento). A atual taxa Selic, em 15%, tem sido alvo de críticas por parte do PT.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br



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