JP Morgan revisa preços-alvo de Axia, Copel e Auren; setor elétrico projeta alta de 18% em 2026

Cenário Otimista para o Setor Elétrico em 2026

Apesar de um cenário de curto prazo desafiador, o consenso entre analistas aponta para uma alta nos preços da energia nos próximos anos. O novo modelo de formação de preços do ONS, conhecido como Newave, com uma abordagem mais conservadora e sensível ao regime de chuvas, aliado à limitação de novas entradas de capacidade, deve impulsionar os valores para cima. O JP Morgan, em sua análise, projeta uma alta de 18% para o setor em 2026, um cenário que tende a beneficiar empresas como Axia e Copel no médio prazo.

Ajustes e Mudanças Societárias Influenciam Recomendações

O JP Morgan não se limitou a projeções numéricas, incorporando também mudanças societárias nas suas avaliações. A Axia, por exemplo, passou por uma capitalização de R$ 30 bilhões em reservas de lucro, com emissão de novas ações resgatáveis. A Copel, por sua vez, migrou para o Novo Mercado e realizou o pagamento de R$ 1,4 bilhão em dividendos. Essas movimentações foram consideradas na revisão dos preços-alvo das companhias.

Auren em Destaque com Riscos e Oportunidades

No caso da Auren, o impacto das projeções do JP Morgan é mais acentuado. Além de sua forte exposição à energia eólica, a empresa inicia 2026 com uma posição vendida em energia. Isso significa que a Auren pode ser obrigada a comprar eletricidade no mercado spot para honrar seus contratos, o que representa um risco direto para suas margens de lucro. A análise do banco sugere cautela em relação à performance da companhia.

Engie Brasil Mantém Visão Cautelosa

A Engie Brasil segue em observação, com uma visão cautelosa por parte do JP Morgan. O banco não identificou mudanças relevantes nas projeções para a empresa, uma vez que o pessimismo já estava previamente refletido nas análises anteriores. Assim, a recomendação para a Engie Brasil permanece inalterada, alinhada com as expectativas já estabelecidas.

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