Selic em Queda: BTG e Santander Revelam Apostas para Ações, Renda Fixa e FIIs em 2026

Selic em Queda: BTG e Santander Revelam Apostas para Ações, Renda Fixa e FIIs em 2026

A expectativa de um ciclo de cortes na taxa Selic em 2026 abre um leque de oportunidades para investidores que buscam rentabilidade em diferentes classes de ativos. Analistas do BTG Pactual e do Santander destacam suas principais apostas para ações, renda fixa, crédito privado e fundos imobiliários, com foco em cenários de juros em declínio e valuations atrativos.

Renda Fixa: Travando Juros Elevados e Protegendo Contra Inflação

Na renda fixa, a aposta se concentra em títulos públicos que permitem “travar” taxas elevadas antes que o ciclo de cortes reduza os retornos. O BTG Pactual recomenda as Letras do Tesouro Nacional (LTNs) com vencimentos em 2028 e 2029, enquanto o Santander concorda com a estratégia de capturar as taxas atuais. Para proteção contra a inflação, ambos os bancos apontam a Nota do Tesouro Nacional Série B (NTN-B) com vencimento em 2035 como favorita, combinando juros reais historicamente altos com segurança contra choques inflacionários.

Ações: Bolsa Barata e Setores Resilientes em Destaque

Apesar da renda fixa oferecer a segurança de taxas travadas, a bolsa brasileira segue com apelo de valuation, considerada barata em termos históricos. Entre as ações preferidas, a Copel (CPLE6) se destaca pela eficiência pós-privatização, Prio (PRIO3) pela produção consistente e Minerva (BEEF3) no setor de proteína animal. O BTG adiciona Tenda (TEND3) com a aposta na recuperação do segmento de baixa renda, enquanto o Santander inclui Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Telefônica Brasil (VIVT3) e Totvs (TOTV3). Setores sensíveis a juros, como construção civil (Cyrela, Cury, Direcional), shoppings (Multiplan) e mercado de capitais (BTG Pactual), também devem ganhar tração com a queda da Selic.

Crédito Privado e FIIs: Qualidade, Previsibilidade e Descontos Atrativos

No crédito privado, o foco se desloca para qualidade e previsibilidade. O Santander sugere debêntures incentivadas em setores como energia e saneamento, pela combinação de retorno real elevado e isenção de IR. O BTG mira emissores com balanços robustos, citando novamente Minerva e Eldorado Celulose. Em infraestrutura, a debênture da Rialma é vista como promissora pela previsibilidade de receitas. Já no universo dos fundos imobiliários (FIIs), o BTG Pactual Real Estate Hedge Fund (BTHF11) é unanimidade entre os analistas, beneficiado pelo desconto e flexibilidade estratégica. O Santander recomenda uma carteira mista de fundos de papel (HGCR11, MCCI11) e tijolo (TRXF11, GARE11, BRCO11, XPML11), enquanto o BTG aposta em KNSC11, HGBS11 e JURO11.

Investimentos Internacionais e Alternativos: IA e Criptomoedas na Mira

No cenário internacional, a Inteligência Artificial (IA) domina as teses, com Microsoft (MSFT34) e Amazon (AMZO34) como apostas em cloud e IA. A Nvidia (NVDA34) segue na liderança em chips para IA, e Eaton (ETN) se beneficia da demanda energética de data centers. No mercado de criptomoedas, o BTG defende Bitcoin (BTC) como reserva de valor e Solana (SOL) para tokenização. O Santander, por outro lado, adota uma abordagem mais defensiva, com foco em ouro e ETFs com hedge cambial.

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