Trump Diz Que Vice-Presidente Venezuelana Cooperará, Mas Ela JfullNamea Lealdade a Maduro

Trump Diz Que Vice-Presidente Venezuelana Cooperará, Mas Ela JfullNamea Lealdade a Maduro

Enquanto o presidente dos EUA afirma ter acordo com Delcy Rodríguez para transição democrática, ela aparece em TV estatal jurando fidelidade a Maduro e condenando a captura como ‘bárbara’.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu governo trabalhará com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, para facilitar uma transição para um governo democraticamente eleito, após a suposta captura de Nicolás Maduro. Trump afirmou em coletiva de imprensa que o Secretário de Estado, Mike Pompeo, teve uma longa conversa com Rodríguez, que teria concordado em cooperar e até mesmo já teria sido empossada como presidente interina.

Contradições e Lealdade Jurada

Contudo, as declarações de Trump contrastaram fortemente com a aparição de Rodríguez na televisão estatal venezuelana. Cercada por oficiais militares de alta patente, ela pediu o retorno de Maduro, classificou sua captura como um “sequestro bárbaro” e reafirmou que Maduro é o único presidente legítimo do país. Sua lealdade de longa data a Maduro, visto por muitos como um líder que “roubou” a eleição do ano passado, levanta sérias dúvidas sobre a disposição de Rodríguez em ceder poder e sobre o real compromisso dos EUA com uma mudança de regime.

A Figura de Delcy Rodríguez no Regime

Delcy Rodríguez é considerada uma das figuras mais poderosas da Venezuela após Maduro. Aliada próxima, ela ascendeu na hierarquia governamental, ocupando cargos como ministra da Informação, ministra das Relações Exteriores e, mais recentemente, ministra do Petróleo em 2024. Sua carreira política se iniciou no governo de Hugo Chávez, e ela é vista como uma figura central no planejamento orçamentário e na consolidação de alianças internacionais, incluindo com China e Rússia.

A Resistência do Regime e o Papel das Forças Armadas

Enquanto Trump sugeria uma possível cooperação, autoridades venezuelanas transmitiam uma mensagem de desafio. A televisão estatal exibiu imagens de Maduro e manifestações de apoio de aliados internacionais, com líderes militares e civis regionais rejeitando o que descreveram como um ataque à Venezuela. A lealdade ao regime foi reiterada por autoridades estaduais, que exigiram provas de que Maduro estava vivo. O Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, figura de longa data no governo e com controle sobre as Forças Armadas, que hoje supervisionam setores cruciais da economia, apareceu em vídeo pedindo calma e apoiando o estado de emergência. Outras figuras proeminentes, como Jorge Rodríguez (irmão de Delcy e presidente da Assembleia Nacional) e Diosdado Cabello (ministro do Interior e homem-forte do partido socialista), também demonstraram apoio inabalável a Maduro.

O Futuro Incerto da Venezuela

Trump não se comprometeu a enviar tropas americanas, mas indicou que os EUA ajudariam a proteger a infraestrutura de petróleo. Ele também descartou a líder da oposição, María Corina Machado, por falta de apoio popular. A aparente contradição entre as declarações de Trump e a postura desafiadora das autoridades venezuelanas sugere um cenário complexo e incerto para o futuro político do país sul-americano. A capacidade de Rodríguez em influenciar uma transição, caso realmente haja uma abertura, permanece em aberto diante de sua histórica lealdade a Maduro e do forte aparato de controle mantido pelo regime.

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