Ultrapar (UGPA3): BTG elege ação como ‘top pick’ e projeta alta de quase 43% com desalavancagem e expansão

BTG Pactual vê potencial de valorização em UGPA3

A Ultrapar (UGPA3) foi selecionada pelo BTG Pactual como uma das principais recomendações (‘top pick’) para o setor de óleo e gás, com projeções que apontam para um potencial de valorização de quase 43% para suas ações. A tese de investimento se baseia na estratégia da companhia de desalavancagem, disciplina na alocação de capital e atuação em setores resilientes como energia, logística e mobilidade.

Desalavancagem e espaço para crescimento

Os analistas do BTG Pactual destacam que a baixa alavancagem da Ultrapar abre caminho para novas aquisições ou a distribuição de maiores dividendos aos acionistas. A expectativa é que a empresa atinja um nível de endividamento de 1,6 vez a relação dívida líquida/Ebitda até o final de 2026, um patamar considerado confortável pela dupla. Esse cenário já considera o pagamento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em dividendos ao longo deste ano, o que representa um dividend yield de cerca de 5%.

Com um espaço de R$ 3,1 bilhões – equivalente a 13% do valor de mercado – a Ultrapar pode buscar novas oportunidades de crescimento ou aumentar a remuneração aos acionistas, mantendo o objetivo de uma alavancagem recorrente em torno de 2,0x dívida líquida/Ebitda.

Força da holding e desempenho das unidades de negócio

A estrutura de holding da Ultrapar confere uma força adicional pela integração de seus negócios. A empresa opera em um momento positivo em todas as suas unidades, o que a torna menos suscetível às flutuações do mercado de petróleo, já que suas receitas provêm de diversas companhias distintas.

Ipiranga: Espera-se que a Ipiranga reporte uma margem Ebitda de cerca de R$ 165/m³ em 2026, impulsionada por um crescimento anual de volumes de aproximadamente 2,5%. A redução de atividades irregulares no mercado brasileiro de combustíveis é vista como um fator positivo para um ambiente competitivo mais saudável.

Ultragaz: O BTG acredita que as propostas de mudanças regulatórias pela ANP, como o enchimento parcial de botijões de GLP, dificilmente serão implementadas, pois poderiam gerar instabilidade no mercado. A projeção é de uma margem Ebitda de R$ 1.045 por tonelada em 2026, com contribuições de novos negócios como Stella e Neogas.

Hidrovias do Brasil: O foco da gestão deve permanecer na racionalização de investimentos (capex) e na melhoria da eficiência operacional para elevar o ROIC. A empresa também buscará expandir marginalmente sua capacidade de forma seletiva em 2026 e 2027.

Ultracargo: Espera-se a manutenção da trajetória de crescimento, com o Ebitda atingindo cerca de R$ 634 milhões neste ano, um aumento de 10% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento de capacidade e maior giro de ativos.

Participação na Rumo (RAIL3)

O relatório do BTG menciona a possibilidade de a Ultrapar ter adquirido uma participação minoritária na Rumo (RAIL3), embora a companhia não tenha confirmado oficialmente. Caso confirmada, a operação é vista como positiva, dada a familiaridade da Ultrapar com ativos de infraestrutura após a aquisição da Hidrovias do Brasil. O impacto na alavancagem seria limitado, elevando a relação dívida líquida/Ebitda de 1,6x para 1,7x.

Desempenho recente das ações

No acumulado dos últimos doze meses, o papel UGPA3 já apresentou uma valorização de 48%, superando o Ibovespa no mesmo período. No entanto, o desempenho ainda está abaixo da Vibra, principal concorrente listada, que subiu 68%. A Raízen, por outro lado, caiu 59% devido a questões de endividamento e performance no agronegócio.

O Banco do Brasil também revisou suas projeções, destacando as mudanças no modelo de negócio da Ultrapar, a entrada na Hidrovias do Brasil e a boa execução do plano estratégico. Apesar de ter cortado levemente o preço-alvo para R$ 25, o BB-BI reforça a tese de investimento da companhia.

Fonte: www.seudinheiro.com

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