BTG Pactual acerta acordo para comprar Digimais, banco de Edir Macedo, em transação que visa evitar liquidação
BTG Pactual Avança na Aquisição do Digimais
O BTG Pactual assinou um acordo vinculante para assumir o controle acionário do Digimais, banco anteriormente conhecido como Banco Renner e controlado por Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV. A transação, anunciada nesta quarta-feira (8), marca um passo significativo na reestruturação do banco, que tem enfrentado dificuldades financeiras nos últimos anos.
Processo Competitivo e Condições para Conclusão
O acordo estabelece um valor de referência ainda não divulgado e condições para a venda da totalidade das ações do Digimais. No entanto, a operação só será concluída após o lançamento de um processo competitivo, que permitirá a outros interessados apresentarem propostas. A proposta do BTG Pactual precisará ser declarada vencedora, e a transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, incluindo o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Suporte Financeiro e Proteção a Clientes e Credores
Para garantir a estabilidade do Digimais durante o processo de negociação e minimizar riscos, o acordo prevê regras de suporte financeiro. Essas medidas visam proteger clientes e credores, além de reduzir potenciais perdas para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A deterioração financeira do banco, que levou a aportes do controlador e tentativas de venda anteriores, torna essas salvaguardas cruciais.
Contexto e Implicações da Venda
A aquisição pelo BTG Pactual é vista pelo mercado como uma alternativa à possível liquidação do Digimais pelo Banco Central, o que poderia impactar significativamente o FGC. Com a venda para uma instituição financeira capitalizada, espera-se que as perdas para o fundo sejam menores, mesmo que parte do passivo necessite ser coberta. Em junho de 2025, o Digimais possuía R$ 3,89 bilhões em ativos mobiliários, compostos majoritariamente por fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) e FIIs.
Fonte: investnews.com.br



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