CEO de Gigantes do Petróleo Alertam: Mercado de Energia se Aproxima de Abismo com Risco de Preços Dispararem
Mercado de Energia em Zona de Risco
Os CEOs das maiores petroleiras dos Estados Unidos, incluindo Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips, emitiram um alerta grave sobre a estabilidade do mercado global de energia. Segundo eles, o setor está se aproximando de um ponto crítico, com potencial para um aumento acentuado nos preços do petróleo, especialmente se o bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongar. O mundo tem conseguido manter o fornecimento graças ao consumo acelerado de estoques comerciais, reservas estratégicas e cargas que já estavam em trânsito antes do agravamento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
Colchão de Suprimentos Insustentável
Embora a disponibilidade de suprimentos tenha ajudado a moderar a alta dos preços entre março e abril, o CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, ressaltou em conferência com analistas que essa situação não é sustentável a longo prazo. Ele enfatizou que o mercado ainda não sentiu o impacto total da interrupção na oferta de óleo e gás natural, antecipando que o pior cenário ainda está por vir caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Historicamente, o bloqueio dessa via marítima, por onde transita um quinto do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) consumidos globalmente, é considerado um “cenário de pesadelo” para o setor energético.
Volatilidade e Perspectivas Futuras
Apesar de o barril de petróleo ter subido mais de 50% desde o início do bloqueio iraniano há dois meses, os preços atuais, que giram em torno de US$ 100, ainda não atingiram níveis recordes. Contudo, Woods adverte que essa realidade pode mudar drasticamente assim que os estoques atingirem níveis operacionais mínimos, eliminando uma das principais fontes de abastecimento atuais. No fechamento da última sexta-feira, o barril do West Texas Intermediate (WTI) registrou uma queda de cerca de 4%, chegando a US$ 102. Esse recuo foi atribuído a sinais de que o Irã estaria aberto a negociações diplomáticas com Washington. No entanto, a volatilidade persiste, com o mercado apreensivo diante da possibilidade de um bloqueio prolongado, apesar de sinais de uma possível reabertura iminente.
Escassez Real e Impacto na Ásia
O diretor financeiro da ConocoPhillips, Andy O’Brien, explicou que o mercado vivenciou um “período de carência”, onde navios carregados antes do conflito continuaram a entregar suas cargas por semanas. Com a cessação dessas remessas, a escassez real começará a se manifestar. O impacto já é severo na Ásia, onde refinarias reduziram a produção e governos recomendam o trabalho remoto para economizar combustível. O’Brien projeta que países importadores enfrentarão desabastecimentos críticos entre junho e julho. Analistas do JPMorgan Chase corroboram essa visão, prevendo que os estoques comerciais das nações desenvolvidas atingirão níveis de estresse operacional no início de junho e, caso o impasse se estenda até setembro, os estoques chegarão ao limite mínimo, forçando uma drástica redução na demanda para equilibrar o sistema. O CEO da Chevron, Mike Wirth, resumiu que, com o esgotamento desses “amortecedores” de estoque, a capacidade de absorver choques diminui, tornando o aumento dos preços nos postos de combustível cada vez mais forte e agressivo.
Fonte: investnews.com.br



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