Conta de Luz Pode Subir? Light (LIGT3) e Aneel em Disputa por Créditos Tributários e Impacto nas Tarifas
Risco nas Tarifas da Light
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) identificou um risco considerado “severo” para as tarifas da Light (LIGT3) devido a um descompasso na contabilização de créditos tributários. A distribuidora pode ter que arcar com o aumento dos custos se a Receita Federal mantiver seu entendimento atual sobre os valores a serem recuperados.
O Ponto de Divergência
O cerne da questão reside na forma como a Light contabilizou receitas de créditos tributários. A empresa teria registrado valores superiores ao que foi efetivamente habilitado pela Receita Federal. Essa expectativa de recuperação maior levou a Light a repassar aos consumidores valores que, na prática, ainda não foram confirmados pelo órgão tributário. Esse descompasso está sob análise e pode impactar diretamente o bolso dos consumidores.
Impacto no Reajuste Tarifário
Em resposta a essa incerteza, a Aneel decidiu adotar uma postura mais cautelosa. Na última terça-feira, a agência aprovou um aumento médio de 8,59% nas tarifas da Light, valor significativamente superior à proposta inicial de 3,81% para 2026. A diferença se deve à decisão da diretoria da Aneel de desconsiderar, no cálculo tarifário, parte dos valores de créditos tributários que ainda dependem do reconhecimento da Receita Federal.
Risco para os Próximos Anos
Apesar do reajuste mais moderado aprovado no curto prazo, o maior impacto pode se manifestar nos anos seguintes. Antes da decisão da Aneel, estimativas da Light indicavam que o reajuste tarifário anual para 2027 poderia atingir 37,6%. Esse salto expressivo dependeria diretamente da evolução da disputa sobre os créditos tributários. A relevância da Light, que atende cerca de 3,96 milhões de unidades consumidoras no Rio de Janeiro, torna essa discussão ainda mais crucial para o cenário energético da região.
Fonte: www.seudinheiro.com



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