Luis Stuhlberger, do Fundo Verde, zerou posição em criptomoedas e aposta em real e ações brasileiras para 2026

Mudança de Estratégia do Fundo Verde

O renomado gestor Luis Stuhlberger, à frente do Fundo Verde, surpreendeu o mercado ao zerar completamente sua posição em criptomoedas, um ativo que vinha explorando desde o final de 2024. A decisão de sair do mercado de moedas digitais coincide com o primeiro saldo anual negativo do Bitcoin desde 2022, embora os motivos específicos não tenham sido detalhados pelo fundo.

Apostas para o Cenário Internacional

No cenário internacional, o Fundo Verde adota uma estratégia de dupla proteção. O fundo está posicionado para se beneficiar de uma inflação nos Estados Unidos superior às expectativas do mercado, ao mesmo tempo em que se resguarda contra um ambiente de juros elevados. Além disso, Stuhlberger aposta contra o dólar americano e a favor do ouro, buscando segurança em um contexto de incertezas geopolíticas, como o recente conflito entre EUA e Venezuela.

Perspectiva Cautelosa para o Brasil

A visão de Stuhlberger para o Brasil, contudo, é marcada pela cautela. A carta do fundo aponta para uma deterioração institucional contínua, que, apesar de não impactar os mercados no curto prazo, pode ser prejudicial a longo prazo. Críticas são feitas às decisões de política pública em esferas regulatórias, tributárias e jurídicas. O fundo também menciona o impacto da candidatura de Flávio Bolsonaro em 2025, apesar de reconhecer a recuperação dos ativos brasileiros impulsionada por fatores externos.

Ouro como Reserva de Valor

Diante da volatilidade e incertezas globais, o ouro se destaca como uma escolha estratégica para o Fundo Verde, visto como uma reserva de valor confiável. Essa aposta se alinha à estratégia de proteção contra a desvalorização do dólar. O fundo, no entanto, demonstra ressalvas quanto à alta da prata, platina e paládio, classificando-a como um sinal de “euforia especulativa”.

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