Ozempic perde patente no Brasil: o que esperar de preços e genéricos após o fim da exclusividade?

Fim da exclusividade do Ozempic no Brasil

A patente do Ozempic, medicamento amplamente utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também para a perda de peso, chegou ao fim no Brasil. Essa novidade abre a porta para que outras farmacêuticas produzam versões do princípio ativo, a semaglutida. No entanto, a chegada de alternativas mais baratas não será imediata, e o cenário de genéricos pode ser um pouco diferente do tradicional.

O que esperar dos novos medicamentos?

A quebra da patente não significa que genéricos idênticos ao Ozempic estarão disponíveis nas farmácias da noite para o dia. Medicamentos como a semaglutida são classificados como biológicos, o que significa que suas versões equivalentes são chamadas de biossimilares. Estes são altamente semelhantes ao medicamento original, mas não idênticos. Além disso, todos os novos produtos precisarão passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de serem comercializados.

Farmacêuticas brasileiras já se preparam

Empresas nacionais já estão se movimentando para aproveitar essa nova oportunidade de mercado. A EMS, por exemplo, anunciou um investimento de mais de R$ 1 bilhão para a produção de canetas injetáveis de semaglutida, com capacidade para até 40 milhões de unidades anualmente. Já a Cimed informou que submeteu projetos à Anvisa e trabalha no desenvolvimento de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, com previsão de lançamento a partir de 2027. Analistas do BTG Pactual veem essa quebra de patente como uma oportunidade significativa para remodelar o mercado farmacêutico brasileiro, potencialmente reduzindo preços e ampliando o acesso dos pacientes.

Preços e acesso: uma queda gradual

A expectativa é que a entrada de novos concorrentes no mercado pressione os preços para baixo ao longo do tempo. Contudo, os valores finais precisarão ser aprovados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Sem a obrigatoriedade de um desconto mínimo, como ocorre com genéricos tradicionais, os novos medicamentos podem não ter um preço drasticamente reduzido logo de início. A projeção é de que o acesso a versões mais acessíveis da semaglutida ocorra de forma gradual, à medida que a produção em escala e a definição de preços se consolidam no mercado.

Fonte: www.seudinheiro.com

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