Petrobras e IG4 selam acordo de controle compartilhado na Braskem, abrindo caminho para reestruturação

Petrobras e IG4 definem novo rumo para a Braskem

A Petrobras (PETR4) deu um passo crucial na reconfiguração do controle da Braskem (BRKM5) ao assinar um novo acordo de acionistas com o Shine I Fundo de Investimento em Participações (FIP), ligado à IG4 Capital. O documento estabelece um modelo de controle compartilhado, com a obrigação de consenso entre as partes em todas as deliberações do Conselho de Administração e da Assembleia Geral. A Petrobras e a IG4 também terão direito de indicar o mesmo número de membros para o conselho e para a diretoria, alterando o cenário atual onde a estatal possui menor participação na gestão.

Fim da incerteza e impulso para a reestruturação

Este movimento ocorre após a Petrobras decidir não exercer seus direitos de preferência e tag along no acordo com a Novonor (ex-Odebrecht). Segundo a Petrobras, o novo acordo entrará em vigor após a conclusão da transferência de ações. A XP Investimentos avalia o movimento de forma positiva, indicando que a Petrobras deverá exercer influência significativamente maior na gestão da Braskem. A corretora vê a transação como um marco relevante para resolver a incerteza em torno do controle da empresa e destravar os próximos passos de seu processo de reestruturação.

Braskem em momento delicado e plano de recuperação

A mudança no controle acontece em um período financeiramente delicado para a Braskem. A petroquímica encerrou o último ano com prejuízo líquido de R$ 10,28 bilhões e dívida total de US$ 9,4 bilhões. A empresa também enfrenta desafios no exterior, como a negociação de dívidas de sua subsidiária no México, e o passivo ambiental relacionado ao desastre em Maceió (AL), que já gerou despesas bilionárias. Apesar disso, a IG4 informou que um novo plano de reestruturação será apresentado pela nova diretoria executiva.

Novonor busca saída da Braskem há anos

A reorganização na Braskem marca mais um capítulo na tentativa da Novonor de se desfazer de sua participação na companhia, um processo que se arrasta desde 2018. Ao longo desse período, diversos interessados analisaram o ativo, incluindo gigantes internacionais como LyondellBasell e Adnoc, além de grupos brasileiros como J&F e Unipar, e fundos de investimento como Apollo Global Management.

Fonte: www.seudinheiro.com

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