Justiça de SP aprova recuperação extrajudicial da Raízen para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas
Suspensão de Cobranças e Prazo para Negociação
A Justiça de São Paulo acatou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, uma das maiores empresas de energia e agronegócio do Brasil. A decisão, proferida pelo juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, suspende por até 180 dias as cobranças de R$ 65,1 bilhões em dívidas incluídas no plano. Este período é crucial para que a companhia possa renegociar os termos com seus credores, incluindo bancos e investidores.
Próximos Passos da Raízen
A Raízen tem um prazo de 90 dias, a partir da data do pedido de recuperação extrajudicial, para demonstrar a adesão necessária dos credores e apresentar a versão final de seu plano de reestruturação. Após a submissão do plano completo, os credores terão mais 90 dias para analisá-lo. O juiz Lamêgo, que também acompanha a recuperação extrajudicial do GPA, supervisionará este processo.
Adesão Parcial e Desafios na Renegociação
Documentos apresentados à Justiça indicam que o plano já conta com o apoio de credores que representam aproximadamente 47% da dívida total. No entanto, a Raízen precisa alcançar a adesão de mais da metade dos créditos em cada empresa envolvida para que o plano seja homologado. As subsidiárias Raízen S.A., Raízen Energia e Raízen Fuels Finance apresentam percentuais de adesão de 44,9%, 45,4% e 34,9%, respectivamente. A Raízen Fuels Finance concentra uma parte significativa dos títulos emitidos no exterior (bonds).
Credores que Já Apoiam o Plano e Negociações Futuras
Entre os credores que já aderiram à proposta estão grandes instituições financeiras como Morgan Stanley, BNP Paribas Brasil, Rabobank, Banco do Brasil, JP Morgan, Crédit Agricole, Bradesco e Citibank. Esses contratos, majoritariamente ligados a operações bancárias e instrumentos de hedge, somam cerca de R$ 28,6 bilhões em créditos aderentes. Por outro lado, títulos emitidos no exterior, administrados por bancos como Bank of New York Mellon e U.S. Bank, ainda não constam entre os créditos aderentes, indicando que negociações com investidores internacionais serão um ponto focal para a conclusão do plano de reestruturação.
Fonte: investnews.com.br



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